Caçadores de raves!

De tudo o que tem acontecido nada é mais trágico do que não saber o que rolou na ultima festa do fim de semana das turmas de Direito, Medicina, etc.
Ficar de fora de uma festa da faculdade, é decretar sua total isolação dos grupos mais badalados e populares, uma bobagem necessária!
Em uma dessas minhas mirabolantes aventuras, descobri através de um flyer (panfleto) entregue a todos que passam pelo corredor mais movimentado de toda a universidade, o do bloco de comércio exterior e administração, que num desses finais "fatídicos" de semana, aconteceria em uma chácara distante, uma dessas festas rave.
Já tinha ouvido falar e muito das festas rave daquela região.
Me animei todo, cheguei a comentar com o pessoal da minha turma, agitei uma galera pra ir, fechamos todos os esquemas para o fim de semana de muita curtição!
Para meu posterior espanto, mas de antemão conhecimento, meus colegas de turma eram em sua maioria uns desinformados de tudo.
E eu caí no mesmo erro deles.
Na euforia de ir para minha primeira festa rave da faculdade, não prestei atenção no endereço da chácara onde aconteceria, mas só me dei conta disso quando estávamos a 26 km da cidade, em plena Rodovia, numa escuridão total.
Como se não bastasse, um colega de um colega que estava conosco, havia feito um esquenta (enchido a cara!) muito empolgante, e já estava chamando o raul ali dentro do carro, que nojo!
Mas não desistimos! Nosso faro masculino nos dizia que estávamos próximo, bem próximo de chegar numa placa que indicava que tínhamos passado da entrada que nos levaria a tal chácara, uns 15 quilômetros atrás.
Voltamos, pegamos a tal entrada que nos levaria até nossa redenção do final de semana, que logo tornou-se em uma frustrada tentativa de se dar bem com alguma guria que encontrássemos na festa.
Para maior desgosto e insatisfação geral, o pneu fura.
Mais careca que pneu de carro de universitário, eu ainda não conhecí! E o pior, mais liso que nós, só pau de cebo em festa de são joão!
Por sorte não estávamos tão longe da Rodovia.
Mas os cabeça-dura dos meus colegas, preferiram esperar que alguém que fosse pra festa na chácara passasse. Pura ilusão!
Dez minutos, meia hora, uma hora e vinte minutos.
Chega!
Vamos até a Rodovia e pedimos ajuda de alguém. eu disse.
Ninguém tinha pensado até então no step, ou se quer numa das maiores invenções do homem: o celular!
O sufoco aumentou quando descobriu-se que não tinha step algum.
E aumentar a minha raiva quando todos tiveram a mesma idéia:
Não vou levar celular porque alguém deve levar!
Que ótimo. Parados no meio do nada, no maior escuro, cinco caras:
Um chamando o raul direto.
Outros dois puxando um beck.
Eu pensando em alguma saída.
O ultimo resmungando, culpando a ex-namorada do acontecido!
Como faltava menos de uma hora e meia para dar seis horas, preferimos esperar porque certamente alguém passaria retornando da festa por aquela estrada.
Dito e feito. Saímos dali umas sete e pouco da manhã.
O saldo disso tudo?
Um step emprestado e um carro até o talo de raul.
Ah, e uma alegria pelo menos, o pessoal que nos deu a ajuda disse que a festa foi horrível e que só tinha mulher feia!


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