Férias universitárias!

Não me surpreendo se você não entender algumas situações destas histórias contadas, e não tenho a intenção, como disse logo no começo deste livro, de fazê-lo!
Na verdade só quero dizer a todos como me senti, e acredito que a maioria dos jovens na minha idade e nesta fase, enfrentam algumas situações durante o período que compreende a vida acadêmica.
Na cidade onde morava era natural abrirem postos de trabalhos para universitários durante as temporadas de férias.
Em uma dessas arriscadas aventuras, tentei segurar três turnos de trabalhos para conseguir uma grana que me permitisse passar tranquilo os seis meses seguintes, quando estivesse estudando.
Imagine só, três turnos, três funções distintas, três empresas diferentes, três lugares distantes.
Esse número três foi realmente um cara insistente durante o verão de 2005.
Bom e ruim foram aqueles momentos, uma rotina mais parecida com a de um quartel.
Acordava sempre às 6h da manhã, porque deveria estar no ponto do ônibus às 6:25h, ali começava minha rotina, ia até uma pousada numa praia que ficava uns 15km de balneário, trabalhava como recepcionista até as 16h.
Em incríveis 3 minutos após minha saída, deveria estar na parada do ônibus para partir rumo ao outro trabalho, em outra praia, neste, um ponto de informação turística, entrava todos os dias às 17:00h, lá eu era atendente.
Saindo do PIT (ponto de informaÇão turística) às 21:00h, como num piscar de olhos, tinha que dirigir-me a um restaurante numa avenida à beira mar, pois iniciava meus trabalhos como garçom exatamente às 21:00h mas sempre aproveitava os 15 minutos de tolerância, e graças ao amigão que me transportou e sempre me deixava na frente do restaurante, o bondindinho, não passava desses 15!
No restaurante eu tinha hora pra entrar mas nem sempre hora pra sair, como de costume nas férias, as pessoas aproveitam pra esticar mais um pouco a noite. Acabava quase que diariamente saindo de lá umas 3 ou 4 horas da manhã. E logo corria para o apartamento para então tentar descansar até que o despertador me desse aquele sustão berrando que era hora de começar tudo de novo!
Ah! mas não pense que era tudo uma tortura, não!
Na pousada em que trabalhava como recepcionista, tinha um visual lindo, pois ela ficava numa das
praias mais lindas daquela região.
No PIT, eu tinha liberdade de sair pela praia conhecendo pessoas, sem contar as inúmeras amizades com chilenas, argentinas, francesas, espanholas, americanas, etc, que fiz.
No restaurante quase sempre recebia as maiores gorjetas em relação aos outros garçons da casa.
E além do mais, durante os três meses em que fiquei nessa rotina, não precisei gastar com comida, pois sempre tinha um lanche na pousada, outro no PIT e um belo de um jantar me esperando no restaurante.
Se valeu todo o sacrifício?
"Tudo vale a pena se a alma não é pequena".


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